Sistemas de produção de bovinos

A bovinocultura de corte tem uma grande importância para o Brasil, pois conta com o segundo maior rebanho bovino do mundo, abaixo somente da Índia, e primeiro rebanho comercial, com aproximadamente 226,03 milhões de animais em 2017, equivalendo a 22,64% do rebanho mundial.

Existem basicamente três tipos de sistemas de produção de bovinos, sendo eles extensivo, semi-intensivo e o intensivo. Para se definir um sistema de produção, deve-se considerar aspectos sociais, econômicos e culturais. Uma vez tomada uma decisão, as modificações que poderão ser impostas por forças externas e, especialmente, na forma como as mudanças deverão ocorrer para que o processo seja eficiente, e que as transformações alcancem os benefícios esperados.

O sistema extensivo tem como princípio manter a criação exclusivamente em pastagens, aproveitando ao máximo os recursos naturais. No sistema extensivo, os animais são mantidos em grandes áreas de pastagem, sem alimentação suplementar, aumentando o tempo que o animal atinge o peso de abate, tornando desta forma o sistema pouco eficiente. Alguns pesquisadores afirmam que o sistema ideal de pastejo é aquele que permite maximizar a produção animal, sem afetar a persistência das plantas forrageiras, possibilitando um equilíbrio entre o ganho de peso vivo e a capacidade de sustentação da pastagem. Assim, para que esse sistema seja eficiente, também como acontece nos sistemas semi-intensivo e intensivo, é fundamental o conhecimento do produtor quanto ao manejo do pastejo, considerando o suporte de lotação nos diferentes tipos de pastagens (natural ou artificial/cultivada).

O sistema de produção de bovinos designado como semi-intensivos se caracteriza por um nível de produtividade superior ao extensivo. Esse aumento no nível de produção geralmente ocorre por esse sistema ter lotação mais elevada do que no extensivo devido ao aumento da produção das pastagens. Com o aumento da lotação nas pastagens o sistema passa a necessitar de investimentos com a suplementação volumosa (como cana-de-açúcar, silagem, feno, pastejo diferido ou outros complementos) ou com concentrado, principalmente na época das secas, quando a oferta de forragem é reduzida. Quando planejado corretamente, o sistema semi-intensivo promove aproveitamento mais efetivo da área, resultando em redução de custos e maior produtividade – vantagens que não são obtidas com os sistemas de produção de gado leiteiro extensivo.

O sistema intensivo, em relação aos outros, se caracteriza por um sistema de lotações e desempenhos mais elevados. Neste sistema a produção das pastagens são bem maiores do que nos outros sistemas devido principalmente ao uso mais elevado de corretivos e fertilizantes. Dessa forma a estacionalidade de produção se torna mais acentuada o que leva ao sistema depender mais de alimentação suplementar caso não haja redução da carga animal. Nesta situação o confinamento de terminação passa a ser um sistema de criação que pode ser integrado ao sistema de produção intensiva em pastagens. O confinamento é um sistema de criação de bovinos em que os lotes de animais são encerrados em piquetes ou currais com área restrita, sendo que os alimentos e a água necessários são fornecidos através da utilização de cochos. Dentre as vantagens do confinamento destacam-se a minimização da idade de abate do animal, elevação do ganho de peso e flexibilização da produção, contudo, esse sistema de exploração apresenta custos elevados para ser implantado e desenvolvido.
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