Fontes proteicas para ruminantes

As proteínas são formadas por polímeros de aminoácidos que são compostos formados por carbonos, hidrogênio e oxigênio, assim como ocorre no carboidrato e na gordura. Entretanto os aminoácidos contem também e nitrogênio e enxofre. Do nitrogênio total presente nas forragens, 10% a 30% está na forma de nitrogênio não proteico. 

Nos ruminantes existe o nitrogênio dietético que está na forma de proteína verdadeira, o qual uma parte que é hidrolisada por enzimas proteases até atingirem o estado de aminoácidos, então desaminadas a amônia e ácidos graxos voláteis. Os nitrogênios não proteicos sofrem ação da população microbiana ruminal. 
 
A proteína dietética devido o processamento do alimento tem como média 60% de degradabilidade. Já a parte não degradável no rúmen segue em direção ao intestino delgado junto com proteínas microbianas para serem absorvidas com aminoácidos. De 40% a 80% desta proteína microbiana é absorvida e assim passa se chamar proteína metabolizável. 

Quando a degradação de proteínas no rumem não é eficiente, ocorre perda de nitrogênio em forma de amônia, que é transformada em ureia no fígado e o seu excesso é excretado através da urina. 
 
Se a proteína alimentar é de baixa qualidade (deficiente em aminoácidos essências), quanto mais solúvel melhor, pois será convertida em proteína microbiana que é de boa qualidade. Entretanto, se a proteína alimentar é de alta qualidade (aminoácidos que o animal está necessitando), quanto menos solúvel melhor para que a proteína de qualidade chegue ao intestino delgado. Nesses casos, o nitrogênio não proteico, deve ser usado como ureia para satisfazer as bactérias ruminais. A princípio, a ureia é 100% degradável no rúmen, o farelo de soja é 60% e a farinha de peixe é 30% e, é importante ressaltar, que a moagem e o cozimento aumentam a degrabilidade da proteína. Já a tostagem do alimento tende a diminui a degradabilidade.
A tostagem excessiva causa a reação de Maillard que reduz a digestibilidade total. Entretanto ela acarreta como uma possível vantagem a redução da hidrólise proteica e a fermentação ruminal. 

Acredita-se que associando proteína degradável com carboidrato bastante fermentescível, evita-se a perda de proteínas por excesso de fermentação, devido ao aumento da taxa de passagem, reduzindo o tempo de permanência no rúmen para fermentação. 

Para ocorrer fermentação microbiana ruminal eficiente, exige-se no mínimo 5mg de N-NH3/100mL. 

O ideal da síntese microbiana é quando existe um equilíbrio entre degradação de proteínas e carboidratos. 
 
Se a degradação de carboidratos é baixa em relação às proteínas, o pH ruminal aumenta, ocorre a limitação de energia para o crescimento microbiano e acúmulo de amônia no rúmen.
 
Quanto ocorre alta taxa de degradação de carboidratos em relação às proteínas, o pH ruminal abaixa, ocorre a redução ne degradação de proteínas, limitação de nitrogênio para o crescimento microbiano levando a deficiência ruminal de amônia. 

A soja pode ser fornecida para os animais de forma de grão cru (ruminantes) ou tostado farelo de soja. Na forma de grão cru apresenta de 90% a 100% de nutrientes digestíveis totais, pois contém alta porcentagem de óleo e 42% de proteína bruta na matéria seca, mas não contém tanto cálcio, vitamina D e caroteno. 

No grão cru a presença de sojina, que inibe a Tripsina, causa hipertrofia pancreática e crescimento retardado, mas é destruído pelo aquecimento quando sofre a tostagem e pelo microrganismo do rúmen. Devido o alto teor de óleo (20% do extrato etéreo), quando triturado fornecer rápido em uma semana, para evitar rancificação, que é a presença da Urease, enzima que acelera a hidrólise da uréia no rúmen. 

O grão cru é recomendado para os bovinos em até 20% da matéria seca total da ração, desde de que o teor final de lipídeos na ração ultrapasse 5%. O grão cru pode ser formado em 2 formas inteiro ou moído para os suínos acima de 45Kg, mas é recomendado fazer a moagem e tostagem, fazendo com que tenha que ser usado em no máximo uma semana e adicionando em até 10% da ração. 

O farelo de soja tostada apresenta de 45% a 51% de proteína bruta e é rico em Tianina, Colina e Niacina e pobre em Caroteno. Para os animais monogástricos, recomenda-se usar de 20% a 30% da ração e para os ruminantes o suficiente para atender as exigências nutricionais de proteína.
O farelo de amendoim é pobre em cálcio caroteno, Metionina, Triptofano e Lisina e é rico em niacina e ácido pantotênico. A limitação é devido a produção de aflatoxina pelo fungo Aspergillus flavus, substâncias tóxicas para os animais. 

O farelo de amendoim é recomendado para aves e suínos de 10% a 12% devido a deficiência de lisina e metionina, e para bovinos de 20% a 30% dos concentrados. 

O caroço de Algodão apresenta 24% de óleo na sua composição e 25% de proteína bruta na matéria seca. 

Esse tipo de concentrado é indicado para bovinos em crescimento em 3Kg/animal/dia, para vacas leiteiras 4Kg/animal/dia, mas não são indicados para touros.
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